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Desenvolvimento do programa

 

ETAPA 1

 

Projeto Piloto / Formação de lideranças

 

Em novembro de 2015 o formato do curso presencial foi apresentado e testado com a realização de duas turmas, formando-se um grupo de 50 lideranças que foram solicitadas a divulgar a proposta e a mobilizar as suas comunidades a fim de abrir caminho para o projeto e ajudar na arregimentação  dos voluntários para compor as turmas em 2016.

 

ETAPA 2

 

Formação de Base / Facilitadores de Construção de Paz para Situações Não Conflitivas

 

Essa etapa compreende a abertura de vagas para a formação de 1.000 pessoas (40 turmas de 25), entre fevereiro e novembro de 2016. Esses facilitadores, que integrarão o corpo de VOLUNTÁRIOS DA PAZ previsto na Lei Municipal, serão habilitados para facilitar círculos de construção de paz em aplicações não-conflitivas, com orientação dirigida à realização de alguns formatos básicos de encontros tais como:

Círculos de Diálogo (Sensibilização)

Círculos de Fortalecimento de Equipes de Trabalho

Círculos de Fortalecimento de Vínculos Familiares

Círculos de Construção de Senso de Comunidade

 

ETAPA 3


Implantação Estruturada das Práticas Restaurativas para Famílias e Escolas


Essa etapa será iniciada paralelamente às primeiras formações de facilitadores, e será desenvolvida ao longo de 2016 em parceria e sob orientação técnica da equipe da delegação brasileira da Fundação Terre des hommes (Tdh), ONG sediada em Lausenne, na Suíça, fundada há 55 anos e atualmente atuando em 34 países. Com base no “Modelo de Ação” estruturado pela entidade, serão desenvolvidas estratégias visando à difusão dos Círculos de Paz e das práticas restaurativas nas Escolas, contando com a colaboração dos VOLUNTÁRIOS DA PAZ.

Através das escolas, também, será possível alcançar famílias em dificuldades – cujos filhos costumam espelhar, na convivência escolar, os problemas que enfrentam em casa.

Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e a 4ª Cordenadoria Regional de Educação, essa etapa seguirá um processo próprio de planejamento e gestão, e deverá contar com os facilitadores formados como Voluntários da Paz na sua implementação.

 

ETAPA 4

 

Formação Avançada / Facilitadores de Construção de Paz para Aplicações Conflitivas

 

Para os Voluntários da Paz que melhor se identificarem com a proposta e quiserem aprofundar suas práticas será oportunizada a formação completa para habilitar-se como Facilitador de Círculos de Justiça Restaurativa e de Construção de Paz. Esse curso, com duração de quatro dias, revisa a aprendizagem anterior e foca no aprofundamento em técnicas de construção de consenso e resolução de conflitos.

 

Antes da Conclusão: Frentes e Modalidades de Atuação

 

Além das muitas frentes (áreas) de aplicação dos Círculos de Paz que poderão ser propostas pelos próprios participantes, a modalidade (formas) de atuação e de organização também respeitará a escolha de cada indivíduo, grupo ou comunidade.

Assim, cada qual poderá escolher a forma e a área de atuação, se vai atuar individualmente, ou em grupos informais, ou se vai engajar-se formalmente na estrutura do Programa Caxias da Paz contribuindo para formar “Comissões de Paz”5, ou “Comitês de Paz”6.

A criação dos Comitês de Paz, como espaços estruturados que ofereçam, regularmente, atendimento para situações de conflitos é um horizonte desejado, mas não impositivo, e que ocorrerá na medida em que esse se torne também um desejo de cada grupo ou comunidade. Antes disso, cada grupo ou comunidade também terá a oportunidade de escolher livremente não apenas as áreas de aplicação das práticas (como as sugestões acima) a que pretendam dedicar sua atividade pacificadora, mas também se, quando, e de que forma desejar organizar-se coletivamente e de uma maneira mais estruturada.

O Programa propõe que, além de manter-se unida ao longo do seu processo de aprendizagem, cada turma considere a possibilidade de continuar assim, formando a sua própria “célula informal de atuação”.

Nada impedirá também que, ao longo do tempo, cada uma dessas “células” se subdivida, formando novas células ou comunidades de práticas, ou que facilitadores possam migrar entre um grupo ou outro, ou mesmo, optarem por atuar individualmente.

O mais importante é que as práticas aconteçam.

É por isso que essa nova atividade deve respeitar a disponibilidade e potencial de atuação de cada um, de modo que possam ser incorporadas às suas rotinas de atividade pessoal ou profissional.

Conforme as atividades dos grupos evoluam, e eles pretendam obter maior grau de estruturação, poderão requerer que passem a constituir uma Comissão de Paz5- que é parte da estrutura orgânica do Programa Caxias da Paz.

Além disso, quando tenham um número significativo de membros formados como Facilitadores de Conflitos, e tiverem a parceria de uma entidade não governamental, os grupos poderão elaborar um projeto para dar lugar, enfim a um Comitê de Paz6. Seja qualquer a forma escolhida para atuar (fazer a sua parte), é importante lembrar que a sinergia e o processo de aprendizagem sempre será mais rico quanto mais for compartilhado. Por isso o pertencimento (fazer parte) a algum dos espaços de participação previstos pelo Programa Caxias da Paz é um fator de empoderamento para todos os voluntários e comunidades, e de amplificação das forças de pacificação da nossa cidade.

5 - Lei Municipal 7.754/14, Art. 9º – As Comissões de Paz constituem espaços informais de estudos e de aplicação das práticas autocompositivas de pacificação de conflitos em atuação no âmbito instituições públicas, religiosas, organizações da sociedade civil em geral, empresas e comunidades, cuja criação será estimulada mediante a oferta de formações e supervisão técnica do Núcleo de Justiça Restaurativa.

6 - Os Comitês de Paz serão espaços mais estruturados do que as Comissões – pois objetivam a instituição de um espaço de serviço, de caráter continuado, com acreditação e supervisão judicial, e portanto mais apto a atender a população em situação de conflito, em condições de maior formalidade e segurança jurídica.