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Encontro Mucuripe da Paz proporciona troca e compartilhamento de informações entre famílias e instituições sociais

Foi realizado no dia 18 de agosto, no Centro de Inclusão Tecnológica e Social (Cits) do Mucuripe o Encontro Mucuripe da Paz, evento organizado pelo Instituto Terre des hommes Brasil com o objetivo de contribuir para a construção de uma cultura de paz no Grande Mucuripe.

Foi realizado no dia 18 de agosto, no Centro de Inclusão Tecnológica e Social (Cits) do Mucuripe o Encontro Mucuripe da Paz, evento organizado pelo Instituto Terre des hommes Brasil com o objetivo de contribuir para a construção de uma cultura de paz no Grande Mucuripe. Além de famílias atendidas pelo projeto “Mucuripe da Paz: uma Rede de Proteção a crianças e adolescentes”, estiveram presentes representantes de instituições que desenvolvem ações sociais na região. Compareceram ao evento integrantes do Programa Rede Aquarela da Fundação da Criança e Família Cidadã (Funci) da Prefeitura Municipal de Fortaleza; do Grupo de Referência de Adolescentes e Jovens; do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) do Serviluz e do Mucuripe, do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) do Mucuripe, da Unidade Integrada de Segurança 1 (Uniseg 1) de Fortaleza da Polícia Militar do Ceará; e do Núcleo de Ação pela Paz (Na Paz). Na ocasião, foi apresentado o Modelo de Ação do projeto e discutido o papel da Rede Comunitária e a Rota de Proteção.

Para o supervisor da equipe de Disseminação do Programa Rede Aquarela da Fundação, Josiberto Oliveira, o Encontro foi uma oportunidade não só de unir pessoas, mas de trocas de experiências, de informações que foram compartilhadas pelas próprias instituições que atuam no território. “Quanto mais empoderada e informada a comunidade, mais ela busca pelos serviços e os programas e projetos que são ofertados. Se assim acontecer, menor serão os índices de violência, seja urbana ou sexual, além de reduzir os índices de vulnerabilidade social. Todo evento que tem como participante prioritário a comunidade, é sempre positivo, porque na comunidade não há personagem,  não há ator principal de qualquer encontro que não seja a família e a comunidade. Então, a comunidade estando envolvida é sinal de êxito na disseminação de todas as informações, porque ela é a ferramenta principal de modificação e transformação dentro do seu próprio território”, disse Josiberto Oliveira.

Já a dona de casa Maria Aparecida Gomes de Souza, mãe da Débora, Franciele e Tiffany, considerou o Encontro relevante porque ampliou o seu entendimento acerca da rede de atendimento às crianças e aos adolescentes do Vicente Pinzón. “Eu vim para o evento para aprender, e saio daqui bem informada”, afirmou Maria Aparecida. A informação mais importante que obteve no Encontro foi sobre os benefícios que o Conselho Tutelar pode trazer para as famílias que necessitam de assistência social. “Eu nunca procurei o Conselho Tutelar, mas agora estou pensando em buscar saber de mais informações sobre os adolescentes”, complementou. Sobre a questão da violência no bairro, ela tem a expectativa que a situação mude para melhor, a partir da conscientização dos pais e demais moradores de buscarem os direitos de suas crianças e adolescentes, no sentido de garantir um futuro melhor para eles. Ela acredita que a realidade seria outra se houvessem mais projetos sendo desenvolvidos na comunidade do Vicente Pinzón com os meninos, pois segundo ela, muitos não têm ocupação e ficam na rua vulneráveis e expostos à violência.