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Ex-beneficiário de Tdh Brasil se torna educador social e colabora com projeto em comunidade

Hoje, o ex-beneficiário de Tdh Brasil colabora com um projeto social desenvolvido pela Associação de Moradores do Castelo Encantado, onde atua em diferentes locais da comunidade.
Ex-beneficiário de Tdh Brasil se torna educador social e colabora com projeto em comunidade

Ex-beneficiário de Tdh Brasil

O Instituto Terre des hommes Brasil já atendeu milhares de crianças e adolescentes nesses quase 30 anos de atuação no País. Um destes ex-beneficiários é o educador social e estudante de Serviço Social Fernando Márcio Pereira da Luz. O seu primeiro contato com Tdh Brasil aconteceu no ano de 1990, quando ele tinha 12 anos de idade. Depois de aceitar o convite para conhecer o projeto social desenvolvido pela organização na época, ele passou a ocupar-se em diversas atividades, como a fabricação de picolés, o cuidado com a horta, o trato com o artesanato e a pintura, a capoeira e as rotinas administrativas. Junto com outras crianças e adolescentes, ele passou quatro anos se desenvolvendo a partir das ações realizadas pelo projeto, até ser encaminhado para fazer um estágio na empresa pública de telecomunicações do Ceará. Deste tempo, ele se orgulha de ter participado do lançamento da telefonia móvel no estado.

Passou-se um ano até concluir o período do estágio. Todavia, Fernando Pereira ainda permaneceu ligado à Tdh Brasil a convite da organização, para monitorar e apoiar em alguns trabalhos internos. A desenvoltura do garoto chamava atenção, até se deparar no ano de 1998 com a oportunidade de colaborar com a missão desenvolvida pela extinta Associação Curumins, uma entidade não-governamental que já existia desde 1996, e que tinha a missão de possibilitar às crianças e aos adolescentes em situação de rua/risco meios para a construção da cidadania a partir da valorização de suas competências e potencialidades. Nesse tempo, a Curumins era um projeto amparado pelo Instituto Terre des hommes Brasil, o que confirma o seu vínculo, mesmo que indiretamente, com Tdh Brasil.

Ate meados de 2003, o ex-beneficiário de Tdh Brasil atuou como educador social com o objetivo de resgatar a infância “perdida” daquelas crianças atendidas pelo projeto. “As minhas atividades eram mais direcionadas à questão de trabalhar o resgate da autoestima, da sexualidade e gênero da criança e do adolescente, resgatando um pouco da infância com o desenvolvimento de atividades lúdicas, como a criação de bonecos, de pipas, de bolas de meia e barquinhos”, compartilhou Fernando Pereira. Ele também fazia um trabalho de campo nas ruas do bairro Mucuripe e na Praia do Futuro, em Fortaleza (CE), onde abordava crianças que estavam em situação de trabalho infantil, onde atuou na luta pela erradicação. Depois da assistência social dadas a essas crianças, elas eram tiradas do campo de atividade de vendas e eram colocadas em outra realidade social. Na Curumins, as crianças e os adolescentes participavam de brincadeiras lúdicas, da banda do projeto, de apresentações, dos momentos de recreação e faziam desenhos no muro, nas dependências da associação, onde eles expressavam em desenhos os desejos que tinham, como ter uma casa e um parque para brincar.

“Eu fico tão feliz quando um moleque me pára e diz: ‘Tio, o senhor se lembra de mim? Eu me lembro dos conselhos que o senhor me dava’. Quando ele diz isso, é mesmo que está dando uma ‘pancada’ no coração da gente, apesar de sabermos que muitas crianças se destinaram por outros espaços errados”, disse Fernando Pereira contente pelo trabalho gratificante que desenvolveu na Curumins. Ele considera que o envolvimento com as atividades sociais realizadas pelo Instituto Terre des hommes Brasil lhe proporcionou um lucro notável em sua vida particular. “Eu até digo com o coração todo aberto que foi ali mesmo onde eu tive uma noção do que era melhor para a minha vida. E já na época me tornei catequista, o que contribuiu para que eu me voltasse mais para o lado social. A Tdh Brasil tinha muita preocupação com a questão da família da gente, de ver o resultado o trabalho que era desenvolvido pelo projeto em favor das crianças e adolescentes, o que trouxe um leque de um olhar futuro para todos nós”, relatou.

Atualmente, Fernando Pereira participa de um projeto social desenvolvido pela Associação de Moradores do Castelo Encantado, onde atua em diferentes locais da comunidade. O projeto trabalha com a dança, como o balé clássico, o street de rua, o breakdance e o bip bop. Nas dependências da associação, os jovens têm as opções de se ocuparem com o taekwondo, o jiu-jitsu, a capoeira, além do futebol, onde as partidas ocorrem em campos espalhados pela comunidade. “Há mais ou menos quatro anos, a minha parte é só acompanhar e dar assistência aos monitores que trabalham com cada atividade específica”, afirmou. Porém, o trabalho voluntário no bairro do Mucuripe ele já faz desde 2002, tendo começado com alguns usuários de drogas e ex-detentos.

“Eu acho de suma importância o trabalho que o Instituto Terre des hommes desenvolve no País. No contexto geral, é uma instituição que consegue abranger muitas áreas em se tratando da defesa e da proteção da criança e do adolescente. Eu acredito que hoje existem milhares de crianças e adolescentes e homens e mulheres formados que, com certeza, tiveram a oportunidade de conhecer Tdh Brasil e ter tirado uma boa lição. Creio que muitos guardaram na memória o que o projeto trouxe benefícios bons, como a formação de cidadania, de caráter e de pessoa humana. Que o Instituto Terre des hommes Brasil continue com essa causa social de uma forma mais firme, sempre firme, como já foi e é”, expressou-se com gratidão.