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Jovens do Grande Mucuripe se reúnem em espaço para arte, cultura e discussão sobre a comunidade

Com o objetivo de ampliar e fortalecer as competências de adolescentes e jovens através da participação no enfrentamento à violência para a construção de uma cultura de paz, o Instituto Tdh Brasil promoveu no dia 18 de julho, na Escola de Ensino Fundamental e Médio General Murilo Borges Moreira, o I Encontrão de Adolescentes e Jovens Mucuripe da Paz.

Com o objetivo de ampliar e fortalecer as competências de adolescentes e jovens através da participação no enfrentamento à violência para a construção de uma cultura de paz, o Instituto Terre des hommes Brasil, em parceria com a Kindernothilfe (KNH), promoveu no dia 18 de julho, na Escola de Ensino Fundamental e Médio General Murilo Borges Moreira, o I Encontrão de Adolescentes e Jovens Mucuripe da Paz, onde a juventude do Grande Mucuripe esteve reunida para conhecer mais sobre os seus direitos e deveres, além de compartilhar experiências de prevenção à violência e protagonismo juvenil.

A manhã foi agitada para crianças, adolescentes e jovens, que escolheram estar no local para conhecer outras pessoas de mesma idade que fazem a diferença dentro de sua comunidade. A organização do evento teve o apoio do Grupo de Adolescentes e Jovens do Projeto Mucuripe da Paz, que contou com a participação de atores do grêmio estudantil da Escola Murilo Borges, de jovens articuladores comunitários, além de membros de coletivos da comunidade que levam a música, dança, esporte e diversas formas de arte para o seu bairro. A programação teve a participação de atores da comunidade com a apresentação de roda de capoeira do grupo Abadá Capoeira, de dança com o grupo Power Dance e de música com o grupo de rap Castelo de Rima. O encontro também promoveu uma mesa redonda para socializar informações sobre protagonismo juvenil e as ações dos coletivos do Grande Mucuripe, além de grupos focais de debates sobre diversos temas.

Compondo a mesa redonda, Ediglayson Rodrigues que é articulador comunitário da organização de sociedade civil Visão Mundial e responsável por 15 grupos de adolescentes e jovens nos bairros de Fortaleza, revelou que para ele é fundamental os espaços onde se pode dialogar com a juventude para mostrar que a participação é um direito deles, é um momento onde se pode apresentar informações que muitas vezes não são encontradas nas mídias, além de mostrar a importância de adolescentes e jovens serem sujeitos de direitos e agentes de transformação da sua comunidade.

Membro do coletivo Servilost e articulador de Juventudes pelo Pacto por um Ceará Pacífico, Wryel Made expôs que como membro de coletivo e sabendo do que ele é capaz de fazer a mudança acontecer, vê como de extrema importância a reunião de adolescentes e jovens para fortalecer o protagonismo juvenil, capacitar o jovem em sua competência e mostrar que unidos eles são mais fortes do que separados. “O jovem pode buscar ser protagonista com o coletivo, com a socialização e ser integrado junto aos coletivos e a outros protagonistas do bairro, para fazer ele entender que pode sim dar assistência, ajudar, fazer alguma coisa e fazer acontecer”, conta.

O evento foi finalizado com o resultado dos problemas e propostas de solução que surgiram a partir dos grupos focais dos adolescentes e jovens sobre os temas: “Mortalidade na Adolescência”, “Oportunidades da Vida”, “Prevenção às DST’s e Gravidez na Adolescência” e “Violência Comunitária”. Dentre os problemas apontados, os que foram comuns entre todos os grupos foram a criminalidade, a falta de oportunidade profissinal e espaços de cultura e lazer, a abordagem inadequada da polícia, a precariedade da educação pública e a desestruturação da família. Em contrapartida, nas sugestões de solução, foram apontadas a ampliação dos espaços de cultura e lazer, a criação de políticas públicas para auxilio familiar, maior espaço para escuta de adolescentes e jovens e o investimento em arte, educação e esporte.

“Acho que todo mundo está de acordo que arte, cultura e lazer é o que ocupa a nossa cabeça de forma positiva, e aí o impacto é muito positivo. Agora, é nós tentarmos melhorar outras áreas, na busca dos nossos direitos. O que está faltando? Está faltando uma boa qualidade na saúde e na educação. Acredito que na arte e cultura o jovem está engajado e correndo atrás de tudo isso, mas está faltando muita coisa ainda”, finaliza Priscilla Sousa, atuante na fotografia pelo Coletivo Servilost.